Categoria: casual sunday

Casual Sunday: Salgadinho de Gergelim

A pedidos (beijos, Maraisa) o Casual Sunday de hoje não é uma receita doce. Eu amo estes salgadinhos e esta é outra daquelas receitas que nós fazemos aqui em casa há tantos, mas tantos anos que eu nem me lembro qual foi a primeira vez que eu comi eles. O nome parece estranho, ainda mais se você reparar que só vai gergelim por cima do salgadinho, mas ainda assim, eles são super saborosos, rendem muito e são bem fáceis de fazer.

Salgadinho de Gergelim

INGREDIENTES

…da massa:

  • 01 copo de farinha de trigo
  • ½ copo de água
  • ½ copo de óleo de milho (ou girassol)
  • 01 colher de sopa de fermento em pó
  • Sal a gosto

…do recheio:

  • 03 batatas grandes cozidas
  • 100g de queijo parmesão ralado
  • 01 ovo
  • Sal a gosto

…da cobertura:

  • 01 gema
  • Gergelim branco e descascado

MODO DE FAZER
Cozinhe as batatas, descaque-as e amasse bem. Junte o queijo ralado, o ovo e o sal às batatas, misture bem e reserve. Em um segundo refratário, misture a farinha de trigo, o óleo, a água, o sal e o fermento em pó. A massa deverá ficar elástica e oleosa. Se necessário acrescente mais farinha até que fique na consistência desejada. Faça pequenos rolinhos com a massa de batata. Pegue pequenas porções da massa de farinha e estique-as na palma da mão. Coloque o rolinho de batata dentro e feche bem com a massa. Coloque os salgadinhos em uma assadeira, pincele com a gema e polvilhe com gergelim. Leve ao forno pré-aquecido em 180ºC por 20min ou até que estejam dourados.

 

A receita é bem fácil! A parte mais chata é mesmo montar os salgadinhos, porque eles rendem muito! Uma receita desta rende aproximadamente 40 salgadinhos pequenos. Parece muito, mas os que eu fiz ontem por aqui, acreditem se quiser, já acabaram! Uma dica: se você gosta salgadinho com bastante gosto de queijo, pode caprichar na medida, ou optar por um mais “apimentado”.

Façam porque é super simples e todo mundo ama! São viciantes!

Casual Sunday: Bolo da Lizete

Fazia um bom tempo que uma receita não aparecia por aqui, não é? Mas eis-me aqui com mais uma delícia! Domingo é um dia que me lembra muito deste bolo que minha avó costumava fazer sempre para o café da tarde. A receita é de uma vizinha dela e há muito tempo é o nosso bolo eleito para o café de domingo. Este é um bolo fofinho, macio, daqueles que derretem na boca e que casam perfeitamente com um café fresquinho. Além disso, ele é muito fácil de fazer.

Bolo da Lizete

INGREDIENTES

  • 150g de manteiga sem sal
  • 02 xícaras de chá de açúcar
  • 04 gemas
  • 01 copo de leite
  • 02 ½ xícaras de chá de farinha de trigo
  • 01 xícara de chá de amido de milho
  • 01 colher de chá de essência de baunilha (opcional)
  • 01 colher de sobremesa de fermento em pó

MODO DE FAZER
Em uma batedeira, bata o açúcar com a manteiga em temperatura ambiente, até que forme um creme. Acrescente as gemas e continue batendo. Assim que elas estiverem bem incorporadas a massa, acrescente o leite e a farinha aos poucos, alternando-os. Por fim coloque o amido de milho e a baunilha. Desligue a batedeira e incorpore o fermento à massa, delicadamente. Coloque a massa em uma fôrma untada e enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por aproximadamente 30min. Retire quando, ao espetar um palito de dentes, o mesmo sair seco. Se desejar, polvilhe açúcar com canela por cima.

 

Não sou muito chegada em bolos secos (à exceção do bolo de fubá), mas este é perfeito! É uma das receitas mais fofinhas que eu tenho. E ele não fica massudo e seco, fica deliciosamente úmido e com um sabor que… Nossa! Vale muito a pena experimentar. Tenho que certeza de que vocês irão amar!

Casual Sunday: The Art of Hearing Heartbeats

Não é muito comum eu me apegar a um livro ao ponto de colocá-lo entre os meus favoritos, ou relê-lo várias vezes. Na verdade, até então haviam apenas dois títulos que ocupavam este lugar na minha biblioteca: If you could see me now da Cecelia Ahen e Fortaleza Digital de Dan Brown (livro esse que já li quatro vezes pelo menos). E eis que encontrei um novo livro para entrar no hall dos mais queridos: The Art of Hearing Heartbeats.

Este livro chegou na minha mão por um mero acaso. Toda vez que entro na livraria, sempre paro na prateleira de pocket books e fico observando os títulos. Como designer, muitas vezes o livro me pega pela capa e a arte do título em questão me saltou aos olhos na prateleira: flores, borboletas e arabescos florais em dourado. O título pareceu bem convidativo e depois de ler as orelhas e contracapa, lá estava eu na fila do caixa. Esperava ter feito uma boa compra, mas mal imaginava que seria a melhor compra literária dos últimos tempos. Este é um livro para se entregar, abrir a mente e se apaixonar perdidamente por cada linha e entrelinha.

The Art of Hearing Heartbeats

A vida de Julia, personagem principal da nossa história, muda na manhã seguinte à sua formatura na faculdade de direito. Seu pai, um respeitado advogado de Wall Street, simplesmente desaparece. Seu último vestígio é uma passagem de avião de Hong Kong para Birmânia. E por quatro anos, isso foi tudo que Julia sabia a respeito dessa história, até que ela mesma resolve percorrer os últimos rastros de seu pai e decide ir até a Birmânia descobrir se seu pai está vivo ou não e o que o levou a deixar a família sem aviso e sem nenhuma notícia. No vilarejo de Kalaw, Julia encontra U Ba, um homem de idade que diz saber tudo sobre ela e seu pai e que promete contar a ela toda a história que ela nunca conheceu: o passado de seu pai e a razão pela qual ele deixou os Estados Unidos.

O livro começa com uma pergunta que a primeira vista parece ter a resposta mais simples de todas: “você acredita em amor? E é em torno disso que a história se desenvolve. E aqui não é apenas o amor da paixão, dilacerante e inconsequente, é o amor mais amplo, em um sentido que eu nunca havia visto sendo abordado em outros livros. O amor interno, como bondade, ou a falta dela. O amor que nos move. “O único sentimento mais poderoso do que o medo”. Parece simplista, parece clichê, mas nunca, durante 325 páginas, me senti tão envolvida e com o coração tão acolhido. Por falar em coração, o título do livro é ao mesmo tempo literal e metafórico, o que torna a história muito mais incrível. Neste meio nos percebemos como as sutilezas da vida são tão importantes quanto os grandes acontecimentos.

The Art of Hearing Heartbeats não é um livro de auto-ajuda, mas é inevitável ler e não pensar em si próprio e no que nos rodeia. Terminei a leitura abraçada no meu exemplar, confortada pelo final que de maneira alguma, poderia ser mais perfeito.

Quem puder, leia (foi traduzido para o português)! Vale cada palavra.

 

Sinopse:

Um bem-sucedido advogado de Nova York desaparece de repente sem deixar vestígios e sem que sua família tenha qualquer ideia de onde ele possa estar. Até o dia em que Julia, sua filha, encontra uma carta de amor que ele escreveu há muitos anos para uma mulher birmanesa da qual nunca tinham ouvido falar. Com a intenção de resolver o mistério e descobrir enfim o passado de seu pai, Julia decide viajar para a aldeia onde a mulher morava. Lá, ela descobre histórias de um sofrimento inimaginável, a resistência e a paixão que irão reafirmar a crença no poder que o amor tem de mover montanhas.

Título: A Arte de Ouvir o Coração
Autor: Jan-Philipp Sendker
Editora: Paralela

Casual Sunday: O Rei Leão

O Rei Leão

Ontem fui à convite do Guaraná Antártica assistir a pré-estreia do musical O Rei Leão que abre temporada no dia 28 de março em São Paulo, no Teatro Renault. Apesar de ter ganho os ingressos, isso não é uma permuta e muito menos um post patrocinado, já que nada foi exigido em troca, mas fiquei tão, mas tão encantada pelo espetáculo que não comentar aqui no blog seria impossível.

O Rei Leão é um dos poucos filmes da Disney que me emocionam até hoje. Como toda história infantil, ele possui uma lição moral por trás, mas a maneira como esta lição é contada, é o que faz desta história tão peculiar entre as demais. Para quem nasceu já na década de 1990, deve se lembrar de quando o filme estreiou nos cinemas em 1994 (eu tinha seis anos na época) e causou comoção geral, entrando para a lista de filmes clássicos da companhia. 3 anos depois, estreiou na Broadway o musical “The Lion King” que este ano, completa 15 anos em exibição. E esse sucesso todo é mais do que justificado.

Mesmo se você não gosta de musicais, este é um espetáculo que vale muito a pena assistir. Você sente-se transportado para dentro do enredo, como se estivesse vendo a história acontecer, do meio da savana e da selva. A música, o design do figurino, do cenário, a iluminação, tudo é criado para que você sinta, à flor da pele, a história de Musafa e Simba. E engana-se quem pensa que tudo ali é exatamente fiel ao desenho. A atmosfera é recriada, os elementos são simples, mas o conjunto é o suficiente para que você mesmo recrie, com a sua imaginação, o cenário, a história, os personagens.

O Rei Leão

E o mais impressionante é que a história sai do palco. Ocupa a platéia. Quando você menos espera, um elefante está passando entre as poltronas, hienas, pássaros, uma savana inteira ocupa o teatro. E não são só os bichos que te fazem companhia nesta viagem. A produção teatral tem um foco muito, mas muito mais forte na cultura africana. As roupas e maquiagens carregam pinturas tribais, a música é completamente carregada de influência africana e essa mistura, dá vida e cor ao espetáculo. Cada canção é cantada em plenos pulmões, no ritmo do tambor, em uníssono. Uma música que arrepia, que fala com alma até daqueles que não conhecem o desenho e a história do Rei Leão.

Mais do que um espetáculo para crianças, este é um musical para rir muito de frases improvisadas, referências contemporâneas (até “Lek Lek” apareceu no meio do musical), mas também, para se deslumbrar com cenas mais do que incríveis quando, por exemplo, o jovem Simba vê em seu reflexo na água, a imagem de seu pai. Cenas que arrancam lágrimas pela emoção transmitida pelos atores, pela perfeita harmonia de elementos.

Para quem tiver a oportunidade, não deixe de assistir. O espetáculo é lindo! Chorei, dei muita risada e me emocionei profundamente. Sai de lá num misto de melancolia, felicidade e muito, mas muito encantada com cada cena.

Serviço

O Rei Leão
Teatro Renault
Av. Brigadeiro Faria Lima, 411
Informações e vendas: www.t4f.com.br