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Aleatoriedades de Segunda #23

Life goes on and on…
Aleatoriedades de Segunda #23

Este fim de semana fui ao casamento de uma das minhas primas, mais nova do que eu. Até então, os casamentos em que fui não eram de pessoas da mesma geração que a minha, eram tios, amigos dos meus pais, pessoas mais velhas, mas desde o ano passado, quando uma amiga minha do ensino médio casou-se, as coisas mudaram de figura. De repente a ideia de que estávamos todos realmente todos na vida adulta, me assolou meio no susto. No entanto, confesso que a ficha só caiu de verdade quando vi minha prima entrando no local da cerimônia, vestida de branco, com véu e bouquet. Aliás, foi neste mesmo momento em que um filme passou pela minha cabeça e comecei a lembrar de quando éramos criança e brincávamos muito juntas, eu ia na casa dela e ela na minha. Não pude evitar e logo já estava com os olhos marejados. Tudo bem que eu não sou lá parâmetro de choro, porque sou meio “manteiga derretida”, mas perceber que a vida estava, de fato acontecendo para nós, foi ao mesmo tempo bom e assustador.

Quando somos adolescentes temos certeza de que esta fase será eterna, que a vida sempre será fácil e se resumirá entre escola, amigos e família. Alguns encaram estágios, outros estudam para o vestibular, outros ainda preferem passar as tardes revezando entre dormir no sofá e assistir TV – outros, infelizmente nem sabem o que é escola e perdem-se na vida antes mesmo de conhecê-la, sem contar aqueles que vão na direção oposta e assumem responsabilidades de “gente grande” quando na verdade, não são nem mesmo responsáveis por seus próprios atos. Mas a verdade é que, ela passa! E eu gostaria que tivesse passado mais rápido se vocês querem saber. É entre os 18 e os 25 anos que eu me vi em um lugar um pouco “estranho”: não me considerava mais adolescente, mas também não tinha certeza se era adulta. Foi com o trabalho, as responsabilidades de pagar contas, assumir meus erros e principalmente, ver eventos como um casamento de uma amiga e de uma prima, que eu percebi que já faz algum tempo que tenho caminhado com minhas próprias pernas.

Confesso que tomar pleno conhecimento disto é ao mesmo tempo assustador e libertador. Acho que cresci.

 

Filmes de Casamento

Como não poderia deixar de ser, eu sempre acabo entrando na “vibe” casamento quando vou a algum e claro que, comédias românticas sobre o tema também figuram entre um dos meus temas de filmes favoritos quando quero relaxar. Filmes água com açúcar, bem sessão da tarde, só para se divertir, sabem? Então, aproveitando o gancho do casamento de sábado, reuni aqui três dos meus favoritos que eu tenho quase certeza que a maioria já assistiu.

Noivas em Guerra
Noivas em Guerra (2009)
Liv (Kate Hudson) e Emma (Anne Hathaway) são melhores amigas desde a infância e juntas, cresceram imaginando como seria o casamento dos sonhos: na primavera, em junho, no Palace Hotel em Nova Iorque. Quando finalmente, ambas ficam noivas e começam os preparativos para o grande dia, um pequeno erro de agenda pode mudar a amizade entre elas: os dois eventos foram marcados para o mesmo dia e na mesma hora. É então que Liv e Emma entram em uma disputa, sem medir consequências, para que uma das duas mude a data de seu casamento. De cabelo azul a bronzeado “laranja cone de trânsito”, o filme garante boas risadas! Para quem não viu, vale a pena preparar a pipoca e se aconchegar no sofá.

 

O Casamento do Meu Melhor Amigo
O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997)
Jules (Julia Roberts) recebe um telefonema de seu melhor amigo Mike (Dermot Mulroney) anunciando que vai se casar e pedindo para que ela compareça à cerimônia, sendo uma das madrinhas. Só então, depois de tantos anos, Jules descobre que sempre foi apaixonada por ele. Ao invés de declarar seu amor de uma vez, ela concorda em fazer parte do casamento com um único objetivo: impedir que seu grande amor case-se com Kimmy (Cameron Diaz). Este é um dos clássicos dos anos 90, que quem ainda não viu, com certeza precisa ver! Além do final não ser exatamente o que se espera, uma das melhores cenas com certeza é a de Cameron Diaz desafinando sem dó no videokê. Impagável!

 

Vestida para Casar
Vestida para Casar (2008)
Este é o meu favorito dos três! Jane (Katherine Heigl) já foi madrinha de 27 casamentos, mas até então, nunca viu o seu acontecer. Ela espera que um dia seu chefe George (Edward Burns) veja que, na realidade, eles formam um casal perfeito e estão perdidamente apaixonados. Mas, quando a irmã mais nova de Jane, Tess (Malin Åkerman) aparece em sua vida diretamente de Milão e conhece George, as coisas começam a ficar um tanto quanto confusas. Sem aviso prévio, George e Tess estão de casamento marcado e quem irá organizar a festa? Ela mesma, a irmã apaixonada pelo noivo da irmã mais nova, Jane. Entre bolos e vestidos, Jane ainda tenta precisa colaborar com a matéria que o repórter Kevin (James Marsden) está escrevendo sobre o casamento do ano.

 

Para dançar

É segunda-feira, mas vamos sacudir a poeira! A playlist desta semana é daquelas para levantar da cadeira e começar a dançar!

Aleatoriedades de Segunda #11

Find a reason to smile!

Find a Reason to Smile
Acho que acordei meio “zen” hoje, não sei. Vocês já repararam em como nós sempre achamos mais fácil reclamar das coisas do que achar razões para ser feliz? Todo mundo reclama. De tudo. O tempo todo. E eu me incluo nessa. Não sei se de repente é por isso que a nossa vida é tão pesada, cheia de fardos, como se fossemos Atlas, o titã que foi condenado a carregar o mundo nas costas. Eu tenho só 26 anos e pouco sei da vida comparado a muita gente, mas eu reparei que às vezes eu mesma me faço infeliz dando mais importância para as coisas ruins do que para as boas.

As coisas boas são raras e não caem do céu. Seja ela o que for. De repente você estabelece uma meta para você, trabalha duro para chegar lá, se sacrifica e consegue! Fica muito, mas muito feliz por um, dois dias, uma semana e logo aquele sentimento se esvai e você se vê na mesma situação de sempre, reclamando, reclamando e pensando só nas coisas ruins que aconteceram antes ou depois.

Eu tenho tentado mudar meu pensamento nesse sentido. Não é nenhuma religião ou coisa mística. É que por incrível que pareça nosso “estado de espírito” (ou seja lá como vocês chamam isso) influencia em como nós fazemos as coisas e como lidamos com as situações. Claro que existem casos em que a gente explode mesmo e somos seres humanos, fadados ao erro, mas na medida do possível vou tentar mudar minha mente (porque acreditem, por traz de todos estes posts de beleza, tem uma pessoa com mais pensamentos negativos do que positivos, hahahaha). E você? O que acha de encontrar mais razões para sorrir no seu dia?

 

Filmes mulherzinha para dar risada!

Se você não sabe nem pode onde começar, uma comédia pode ser uma boa para arrancar algumas risadas depois de um dia de tensão e stress no trabalho. Aqui eu separei três filmes mulherzinha que eu simplesmente amo ver e rever e não me canso, porque sempre dou risada e me me divirto um bocado!

O Diário de Bridget Jones
O Diário de Brigdet Jones
Clássico! Briget Jones, solteira, acima do peso que gostaria de estar, passando dos 30 anos, seus amigos são todos casais, alguns com filhos e todo perguntam: “como vai sua vida amorosa”? Em busca de seu príncipe encantado, Bridget passa por poucas e boas, se faz mil e uma peripécias para parece mais magra, promessas de parar de fumar e no fim, se decepciona, mas ainda assim, dá a volta por cima! Entre um relacionamento e outro, muitas risadas, coisas improváveis e bem típicas de uma britânica solteira. Se você ainda não viu, coloque na lista!

 

Noivas em Guerra
Noivas em Guerra
Um dos meus favoritos! Duas melhores amigas que sonharam a vida inteira em ter seus casamentos em junho no Palace Hotel. Quando finalmente ficaram noivas e foram acertar a data, eis que as duas casariam no mesmo dia e no mesmo horário, ou seja: não poderiam ser madrinhas uma da outra. Como nenhuma quis mudar a data, de melhores amigas, elas se tornam rivais e fazem de tudo para sabotar o casamento uma da outra: de cabelo azul a bronzeamento artificial laranja, é uma bela dica para relaxar a mente, dar boas risadas e ainda ver o quanto uma amizade pode sobreviver.

 

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
Além de fazer todas as dívidas possíveis e impossíveis para ter o mais extravagante dos closets, Becky Bloom sonha em trabalhar em uma revista de moda: Alette Magazine. E ela está disposta a fazer o que for preciso para chegar lá: inclusive mais dívidas! Mas eis que ela se vê trabalhando em uma revista de economia, dando dicas para pessoas comuns de…como não fazer dívidas! Entre romance, Finlândia e muito desastre, Becky consegue fazer você rir e muito!

 

LC Soundtrack

E já que o último assunto foi filmes, a playlist dessa semana tem temas de filmes que eu gosto muito (ou filmes com músicas que eu gosto muito).

Aleatoriedades de Segunda #8

Das pequenas coisas
Smile

Parece… Não, é clichê. Todo mundo fala “são as pequenas coisas que fazem a diferença”. Durante este tempo que estou em casa eu pude perceber como isso é verdade. Um retrato que você muda de lugar. Uma coisa que chega inesperada e de repente te arranca sorrisos. Um bom dia de quem você nem nunca prestou atenção. Um filme que você já viu mas nunca tinha reparado direito naquela cena. Essas pequenas coisas que fazem a diferença. Que fazem um dia diferente do outro. Porque tem coisas que são “obrigatórias”: você acorda, toma banho, toma café, escova os dentes, vai para o trabalho, pega trânsito, janta, assiste TV, toma banho, escova os dentes, dorme, acorda, toma banho… E assim por diante, então o é o que está entre essas lacunas que nós deveríamos prestar mais atenção.

Não sei, mas de repente percebi como o tempo é curto e como eu aproveito ele mal, sabem? E não estou falando de sair, curtir a vida, me acabar na balada, voltar de manhã com a maquiagem borrada sem nem saber meu nome, mas sim de aproveitar mais as coisas que me fazem feliz. As pequenas coisas. Os sorrisos, os abraços, os beijos, aqueles pequenos momentos que a gente quer guardar pra sempre. Eu mesma tive um: no quintal, uma rede, meus três cachorros, meu namorado e uma brisa gostosa de outono. Aquilo eu chamei de paz. Acho que preciso de mais doses dela!

Frozen

Acho que fui uma das últimas pessoas da Terra a assistir Frozen, mas tudo bem. Eu não diria que até hoje foi o melhor filme da Disney Animation Studios (que tem um dedo BEM GRANDE da Pixar no meio), mas uma coisa me chamou muito a atenção: a história tinha tudo para ser o conto de fadas clássico onde o príncipe se apaixona pela princesa e salva o dia. Mas na verdade *SPOILER ALERT* é o amor entre duas irmãs que “salva o dia”. O ato de amor que quebra a maldição não é o true love’s kiss e isso eu achei o ponto alto de todo o filme.

Claro que É Disney e você há de esperar um grande musical rolando na tela, mas para quem como eu, andou perdido por aí pelos filmes, já saiu em DVD e BluRay e é uma boa pedida para uma seção pipoca no domingo a tarde, quando, seu pai/irmão/marido/primo/amigos e afins não monopolizam na TV para assistir futebol. =P

Nostalgia Disney

Toda essa história me deixou meio nostálgica, então essa semana montei uma playlist com temas de alguns filmes da Disney começando com A Bela e a Fera e terminando em Frozen. Espero que gostem!

Aleatoriedades de Segunda #4

O Perfeito Imperfeito
O Perfeito Imperfeito

Esta semana assisti a este video da Cinthya Rachel e me senti um tanto aliviada em perceber que não sou a única pensar que a perfeição é um objetivo tão inatingível quanto fazer chover chocolate do céu. O ser humano, por natureza, física, biológica, psicológica e o que quer mais que seja, é imperfeito. Não somos simétricos, não somos 100% índoles, passamos a vida em busca de um corpo esculpido que, por natureza, não nos pertence. Estamos o tempo inteiro julgando, tomando decisões, rotulando o bem e o mal, o perfeito e o imperfeito. A vida perfeita só existe na ficção. Em um comercial de margarina de trinta segundos.

Ainda assim, buscamos e buscamos aquilo que não podemos ter. Isso é muito mais palpável quando olhamos para o universo da beleza e seus primers que prometem sumir com poros, cremes milagrosos vão até contra a génetica do corpo feminino, afirmam que o bumbum fica lisinho em uma semana. E nós acreditamos porque nunca estamos satisfeitas com a imagem do espelho. Nunca seremos perfeitas do jeito que somos. Precisamos ter o corpo de fulana ou ciclana. Precisamos sair em todas as fotos flawless: sem rugas, sem poros, sem manchas, como uma verdadeira obra prima do Photoshop.

Eu como designer, sei bem das maravilhas que uma ferramenta de edição de imagem pode fazer. Os sonhos que pode vender. E ainda assim, eu mesma me vejo sendo ludibriada muitas e muitas vezes. Esta semana me peguei pensando o quanto eu seria mais feliz se apenas aceitasse que a perfeição não existe. Algumas coisas nós podemos melhorar: mudar a vida, correr atrás de um sonho, um emprego novo, novos contatos, uma nova rotina, um corpo que nós deixe mais feliz. Mas a perfeição… Esta deve-se reservar para as 2h que você passa numa sala de cinema. Ou para o livro que te mantém entretido. A vida é imperfeita em sua essência e desconfio que talvez seja isso que a faça tão interessante e preciosa.

The Pursuit of Happyness

E já que a história é sobre imperfeição e felicidade, este fim de semana revi um dos meus filmes favoritos: “A Procura da Felicidade”. A história é baseada em fatos reais e muito, mas muito inspiradora! Will Smith interpreta Chris Gardner, um vendedor de equipamentos médicos com um filho e uma esposa. As vendas vão de mal a pior e logo Chris encontra-se sem um teto para morar, sem a esposa e com um filho de cinco anos para criar. Ele resolve mudar de emprego e aposta todas as suas fichas em um programa de estágio não remunerado em uma corretora de ações. Imaginem como deve ser fácil criar um filho sem ter uma casa e sem ter a certeza de poder alimentá-lo e dar a ele a assistência necessária. E quantas pessoas não passam por isso…

Mas a história gira em torno da determinação e da coragem do personagem de enfrentar seus desafios e ir de encontro com seus sonhos e desejos. Apesar de não ser um filme novo, quem não viu é uma boa dica! Assisti a ele duas vezes e é impossível não se emocionar. E pra quem acha que Will Smith só consegue fazer MIB, fique feliz em saber que “A Procura da Felicidade” o rendeu uma indicação ao Oscar e outra ao Globo de Ouro, ambos na categoria de melhor ator.

Anote na agenda para assistir no fim de semana!

Double Rainbow
Double Rainbow

E para terminar, uma imagem que ficou impressa na minha mente: um arco-íris duplo em São Paulo! É tão difícil conseguir ver um por aqui, que dirá dois! Fiquei tão, mas tão feliz e confesso, até me emocionei.