Testei: Base Segunda Pele Contém 1g

 

Ao que parece a Contém 1g está investindo mais nos produtos para a pele e vou dizer, acho isso ótimo! Já sabemos que os preços, na maioria das vezes, não são nem um pouco convidativos, mas as marcas nacionais de maneira geral, pecam muito no que diz respeito a base, corretivo e pó. O mercado oferece poucas texturas, acabamentos e cores, o que é péssimo em um país com tantos tons e tipos de pele. A Segunda Pele entra para o portfólio da Contém 1g como uma base leve e cobertura natural, com 11 opções de cores. Mas será que ela se dá bem com a pele de 60% das brasileiras, a pele oleosa?

 

 

A Base Líquida Facial Segunda Pele FPS20 Contém 1g possui Aquaphyline, ativo especial que auxilia na hidratação da pele, proporcionando uma aparência saudável e bonita. Sua formulação alia a textura com acabamento aveludado ao fator de proteção solar 20, contra os danos causados pelos raios UVA/UVB. Um cuidado a mais para a saúde da sua pele.

Assim como a Velvet (tem resenha aqui), a primeira informação que eu procurei na embalagem era saber se a Segunda Pele era oil free e não comendogênica. De novo, não encontrei nem um, nem o outro, ou seja, logo de cara essa não seria uma base indicada para peles oleosas e principalmente acneicas. Ainda assim, por apresentar uma textura mais leve (que foi o que me deixou curiosa desde que recebi o release da base), achei que valeria a pena usá-la e de certo modo, não me arrependi. Esta base mostrou-se muito boa para o dia a dia, principalmente nos quesitos cobertura e duração.

A textura dela não é fluida, mas também não é cremosa. É um meio termo que acaba resultando em um excelente rendimento e uma boa cobertura com apenas uma camada. Ela não cobre todas as imperfeições sozinha, mas uniformiza bem o tom (minha cor é a Magic 04) e suaviza as olheiras e pequenas manchas. Se você quiser uma cobertura maior, dá pra fazer uma segunda camada, mas acho que mais que isto pode ficar pesado e artficial. Como eu disse, ela não tem a textura fluida da Face&Body da M·A·C por exemplo, que permite que você construa várias camadas. Ainda assim, eu achei o resultado final bem natural, principalmente quando aplicada com os dedos, que é como tenho feito. Logo depois da aplicação a pele fica bem sequinha, mas não com aquele acabamento empoado, ainda mantém seu viço natural.

Até aí, seria uma base muito boa, mas voltamos à questão do oil free. Bases que são oil free e apenas isso, não ajudam a pele a ficar mais oleosa, mas também não atrapalham tanto assim. Agora uma base que tem óleo em sua composição em uma pele que já produz óleo pra si e mais uns três ou quatro rostos… O resultado é que depois de cinco ou seis horas, a zona T está pedindo desesperadamente por um lenço que absorva a oleosidade. Não fica mais oleosa do que com a Velvet por exemplo, mas mais brilhante do que eu gostaria, com certeza. Acho isso uma pena, pois olhando as bases disponíveis na Contém 1g, a única que seria indicada para peles oleosas é a Mineral Base.

Apesar da pele ficar oleosa, é a base que eu mais usei durante este mês. Tanto para testar e falar aqui no blog, como também pelo fato de eu realmente ter gostado da cobertura e do acabamento. Durante o dia eu acabo tirando o excesso de oleosidade com um lenço específico para isto e em seguida aplico o Blot da M·A·C, principalmente se o dia está muito quente, porque aí não há maquiagem que resista.

Por fim, aquela parte que vocês já sabem. O preço não é amigo, mas até que não está tão diferente de outras marcas nacionais (a da linha Natura UNA custa R$66,80): com 30ml a Segunda Pele custa R$75,00. Se eu compraria? Honestamente, não cheguei a uma decisão. Apesar de ter gostado muito da cobertura e do acabamento, a parte em que ela deixa a pele oleosa me deixa em dúvida ainda. Mas sei que deve ser perfeita para a pele normal e seca.

Be Sociable, Share!

Comentários do Facebook

comentários